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jul

Futebol de rua.

Campo de Várzea

Enquanto a bola rola nos gramados oficiais, devidamente regados regularmente, um outro futebol acontece nas periferias das grandes cidades brasileiras. Ali, meninos, meninas, jovens carentes e estudantes universitários se misturam em torno da mesma paixão. Criam suas próprias regras, administram os conflitos dentro de campo, honram suas camisas.

Campinho

No lugar de templos do esporte, campos de várzea, de terra batida, com ou sem linhas de marcação. Na falta de gol, duas latinhas de refrigerante resolvem o problema. Há os torneios mais oficiais, como o Football for Hope (Futebol para a Esperança), organizado pela própria FIFA em uma vila olímpica no complexo de favelas do Caju, no Rio de Janeiro. A iniciativa vem de Copas anteriores, como a da Alemanha, em 2006, e a da África do Sul, em 2010. Uns contam com o suporte de empresas e órgãos públicos, outros são organizados por ONGs ao redor do mundo, reunindo centenas de jogadores de diferentes nacionalidades. No Peace Team (Time da Paz) por exemplo, realizado por entidades de Israel e da Palestina, israelenses e palestinos entram em campo de mãos dadas, as bandeiras lado a lado.

Campo abandonado

Seja para mediar conflitos entre gangues rivais de uma mesma comunidade, integrar refugiados e migrantes à cultura de determinado país ou simplesmente para usufruir dos poucos territórios livres a que têm acesso em suas cidades, o futebol de rua pode transformar o mundo em que estas pessoas vivem num lugar onde todos podem ser reverenciados, aplaudidos, percebidos. Onde podem afinal fazer parte do jogo.

Campo de terra

As imagens que ilustram este texto integram a exposição Peladas, do fotógrafo Leonardo Fiotti, em cartaz até 19 de julho na galeria de arte contemporânea Luciana Caravello, no Rio de Janeiro. Elas retratam a relação entre os campos de periferia das cidades e o contexto em que estão inseridos.

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