18
set

Um segredo compartilhado.

cinesecret

Espectadores/atores em uma sessão do Cinema Secreto.

Você compra ingresso para assistir a um filme que nem sabe qual é. Paga caro: o equivalente a 210 reais. Recebe uma identidade fictícia por email e é aconselhado a usar roupas típicas de determinada época.

Ao chegar ao local estipulado – geralmente edifícios abandonados, transfigurados em cenários espetaculares –, troca de roupa e assume outra personalidade.

É o Cinema Secreto, projeto que há cerca de 7 anos recria filmes clássicos em cidades cenográficas. Com participação especial dos espectadores, que aqui transformam-se em atores.

O britânico Fabien Rigall, criador do projeto, credita o sucesso das sessões à interação com o público. Segundo ele, mais do que apenas assistir, hoje as pessoas querem fazer parte do contexto, vivenciar experiências.

É o que vem acontecendo desde 2007, quando tudo começou. A cada três ou quatro meses, os espectadores/atores são convidados a mergulhar no universo do cinema. Em um dos filmes encenados, Um Sonho de Liberdade, eles chegam de ônibus a uma antiga escola, que representa a penitenciária onde o filme foi rodado. Sob o olhar dos guardas, interpretados por atores, trocam de roupa e viram prisioneiros.

Há os que olham mas não se envolvem, os que estão abertos a participar e até os que erram a mão, interrompendo cenas e mudando tudo. Estes não são muito bem-vindos.

Verdadeiro fenômeno entre os londrinos, com 77 mil ingressos vendidos só na última temporada, o Cinema Secreto deve ser levado para Los Angeles em 2015. Aí, sim, vai estar em casa.

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